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terça-feira 12 dezembro 2017
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Última Atualização
Banda islandesa rSigur Rós reuniu cerca de 7 mil no Espaço das Américas, em edição do Popload Gig É uma cena difícil de imaginar: um artista islandês lotando praticamente todos os 7 mil lugares de uma casa como o Espaço das Américas, em São Paulo. E não se trata da consagrada Björk e nem dos “queridinhos” do Lollapalooza Of Monsters and Men, que já esteve no Brasil duas vezes recentemente. O grupo em questão é o Sigur Rós, um (agora) trio de post rock/post punk cultuado mundialmente e que retornou ao Brasil após 16 anos da passagem anterior. O show, uma “edição de luxo” do Popload Gig, foi uma espécie de encontro ritualístico, que pouco teve de interação e agitação, mas no qual os presentes puderam compartilhar da atmosfera reflexiva criada pelas sonoridades estendidas e os cenários iluminados dos europeus. As estruturas foram fundamentais para o show. Havia diversos bastões e construções que mudaram de brilho e entonação conforme a canção apresentada e o telão foi uma atração complementar, exibindo tanto gravações de cenários filmados quanto animações baseadas em formas geométricas, variando cores e dimensões de profundidade. Até por isso (a impossibilidade de trazer a estrutura completa de show), a banda demorou a vir ao Brasil, segundo os integrantes revelaram em entrevista ao Estado de S. Paulo. Com os estímulos visuais, o show do Sigur Rós foi praticamente “silencioso” por parte do público. Ninguém cantou junto – até porque praticamente ninguém entende islandês ou “vonlenska”, língua criada pelo líder da banda, Jónsi Birgisson – e os gritos vinham normalmente quando as canções acabavam ou quando mudavam drasticamente de direção para um momento de maior agitação. O próprio vocalista e guitarrista até interpretou algumas das poesias, mas o jeito que ele abordou e costuma abordar os vocais acabou fazendo do microfone praticamente um instrumento adicional na sonoridade dos islandeses.

Guitarrista do System Of a Down chocou ao chegar a dizer ter ficado “muito triste” com a morte do “gênio” Charles Manson

Daron Malakian, guitarrista do System Of a Down, causou polêmica ao dizer que ficou “muito triste” com a notícia da morte de Charles Manson. O músico afirmou que o criminoso era um “gênio” pela produção musical e pelo posicionamento que apresentava em entrevistas.

O infame psicopata morreu no último domingo, 19. Segundo informações do TMZ, o assassino de 83 anos estava internado em um hospital de Bakersfield, na Califórnia, desde o dia 16 de novembro. “A música e as entrevistas de Manson foram grandes influências para mim em Toxicity”, afirmou Daron Malakian, sobre o segundo disco da banda.

“Muito triste a notícia da morte de Charles Manson”, escreveu Malakian, em uma publicação no Facebook. “A música e as entrevistas de Manson foram grandes influências para mim na época do Toxicity [segundo disco de estúdio do System Of a Down, lançado em 2001]. O título de ‘A.T.W.A.’ vem da organização ambiental de Manson. Eu me interessava pelo jeito como ele articulava os pensamentos e a visão sobre a sociedade, não pelos assassinatos.”

Após receber diversos comentários negativos, Malakian voltou a se posicionar, enfatizando que não concorda com os crimes cometidos por Manson, mas que não acredita que estes devam influenciar na potência das contribuições artísticas dele.

“Manson era um gênio que conseguia articular os pensamentos de uma maneira muito inteligente. Se vocês conhecem apenas o Manson vendido pela mídia, eu não os culpo pelos comentários negativos. Mas há um outro lado de Manson, um compositor que escreveu ‘Look At Your Game’, música que ganhou um cover do Guns N’ Roses. Ele também tinha opiniões muito válidas sobre a sociedade e o meio-ambiente, que até mesmo alguns de vocês que estão me chamando de nojento não poderiam discordar se assistissem às entrevistas dele com atenção.”




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